O mercado mudou o que considera senioridade. Saber pilotar agente hoje conta mais no pipeline do que escrever um parser na mão. A pergunta é o que acontece com o músculo que não é mais exercitado. Mais portas abertas, menos dedos nas teclas. É possível crescer pelos dois eixos ao mesmo tempo? Não vejo ainda.
// Tatame · Eixo 1/3
Carreira e Ofício
O que significa ser dev quando a IA faz o código.
Dez anos de código e eu nunca tinha pensado na minha carreira como um objeto que a indústria podia redesenhar sem me consultar.
Fui CTO acreditando que senioridade era um músculo cumulativo. Em 2025 descobri que não é. O que me trouxe até aqui não é o que vai me manter aqui.
Escrevo como dev com a ferramenta nova na mão, não como observador. A cada ensaio eu tento separar o que é pânico de mercado do que é mudança real no ofício. Nem tudo que parece ameaça é ameaça. Nem tudo que parece convite é convite.
Carreira aqui não é plano de cinco anos. É pergunta: o que, em mim, ainda vale quando o gesto muda de mão?
// tensões deste eixo
// em breve
// em breve
Um dia o limite do agente acabou no meio de uma implementação de OIDC e minha reação foi procurar outro agente, não voltar a escrever. Esse reflexo é novo. Ele não existia há dois anos. O que chamamos de produtividade solo hoje já assume três processos rodando no fundo. A conveniência virou dependência sem aviso.
// em breve
// pergunta aberta
O que sobra do programador quando a IA escreve o código?