Três meses com o workflow fluido e eu notei que tinha parado de tropeçar em erros simples. Isso soava bom até eu perceber que tinha parado de sentir quando errava. A fricção era sinal. Sem ela eu me movo mais rápido e calibro pior. Zero atrito também é zero queda. No dojo, você não aprende parado em pé.
// Tatame · Eixo 3/3
A Cabeça do Dev
Dopamina, dependência e o que acontece quando você para de cair.
Eu nunca fui viciado em escrever código. Era viciado em ver coisas prontas. Levei dezoito meses usando agentes todo dia pra perceber isso.
Este território é sobre o que acontece por dentro, não na tela. Onde a dopamina foi parar quando o gesto saiu da mão. Como a fricção deixou de ser fricção e virou treino ausente. O que muda na calibração interna quando você aprova PRs que não escreveu.
Escrevo como praticante, não como coach. O medo existe. A dependência existe. O flow sem tropeço existe e ele é, às vezes, exatamente o problema.
A queda é o treino. O tatame é onde você volta a sentir onde errou.
// tensões deste eixo
// em breve
Uma da manhã, feature em staging, satisfação absurda. E eu quase não escrevi código. Passei o dia revisando, corrigindo spec, escolhendo trade-offs. A sensação de eu fiz isso permaneceu intacta. O que mudou foi onde o gesto acontece. A dopamina não sumiu. Mudou de endereço.
// em breve
Um dia o limite do agente acabou no meio de uma implementação de OIDC e minha reação foi procurar outro agente, não voltar a escrever. Esse reflexo é novo. Ele não existia há dois anos. O que chamamos de produtividade solo hoje já assume três processos rodando no fundo. A conveniência virou dependência sem aviso.
// em breve
// pergunta aberta
Quando a máquina pega todo o atrito, o que resta do seu instinto de erro?
// ensaios deste tatame